Senador Alexandre Costa, Maranhão, a 404km, de São Luís. Cidadezinha pequena, mas que se torna grande pelo seu povo acolhedor.
Não existe uma data certa da origem do município, mas através de dados colhidos com a população e análise de uma pesquisa feita pela professora Carmicélia Santana da Conceição, Licenciada em História, acredita-se que os primeiros habitantes foram entre 1907 a 1913.
A família Petronilo, teria povoado o lugar, por ser uma terra agricultável e rica em fauna e flora. Nesse período o local era chamado de Centro dos Quirinos, e somente em 1913, passou a ser chamado de Espírito Santo, em homenagem a esposa de Petronilo dona Cecília, que era devota do Divino Espirito Santo.
Petronilo, tirava da agricultura o sustento de sua família, tendo que viajar uma semana ou mais a pé, de jumento ou de burro de carga, até a cidade de Caxias-MA, onde vendia arroz, feijão, farinha, algodão, etc. Ele também aproveitava para comprar açúcar, querosene, dentre outros produtos.
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Segundo os dados registrados, a família Petronilo era uma família de negros que veio da Aldeia, um lugar próximo ao rio Codozinho, lá também viviam os indígenas, e por esse mesmo motivo a família vivia como índios, acostumados a viverem no meio da mata e se julgavam donos das terras encontradas.
Com o passar dos anos, veio também a família dos Maceanas, que passou a morar um pouco distante da família Petronilo, separados por um riacho do São Raimundo. Os registros contam que eram famílias rivais, mas acabaram se unindo tempos depois com o matrimônio dos filhos, Quirino (filho de Petronilo) e Laurentina Maria da Conceição (filha de Maceano).
Com o tempo foi surgindo outras famílias como a do João Sebastião, os Machados, ressaltando que para eles quem morava no Espirito Santo (hoje o centro da cidade), não era o mesmo território de quem morava no São Raimundo, pois a divisa acontecia no riacho depois da ladeira de quem vai para o São Raimundo (Imagem abaixo).
Da mesma forma, quando foram surgindo os primeiros moradores das Lagoas, a divisa era feita na ladeira que vai para as Lagoas (Bairro Lagoas atualmente), e muita das vezes eram tidos como rivais de território.
Em 1961, Governador Eugênio Barros, foi desmembrado de Caxias, tendo como primeiro prefeito Luiz Gonzaga Abreu Sobrinho, vice-prefeito, João da Cruz Cunha e Silva e seus demais vereadores, e foi assim que o povoado Espirito Santo, passou para o município de Governador Eugênio Barros.
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A primeira escola do povoado após o desmembramento foi a Unidade Escolar Presidente Juscelino, criada em 1963, onde funcionava quatro salas com paredes de taipa e coberta de palha, o primeiro diretor foi Luís Bandeira e os primeiros professores: Nazaré Bandeira, Rita de Cássia, Francisca Bezerra e Zulmira Machado.
A construção da escola se deu no final do mandato do prefeito João Umbelino de Barros, mas só veio a conclusão da escola no inicio do pleito do prefeito Pedro Cunha Silva, passando a funcionar pela rede estadual.
Na década de 40, não havia ruas no povoado, era somente veredas, com muita areia e as casas eram distantes uma das outras. No ano de 1963, para confirmação da religião católica no povoado, veio o Padre Bruno, o qual construiu a casa e a escola particular Orestes Fontanela, hoje o atual colégio Dom Pedro I (Imagem abaixo).
Padre Bruno, veio com a missionária Terezinha de Jesus Machado (Imagem abaixo), que consagrou a igreja católica e a escola particular Orestes Fontanela. Dona Tereza Machado, assim conhecida por todos os moradores, é considerada a matriarca da Educação e da evangelização do município e os seus arredores.
Em 20 de setembro de 1975, o povoado foi elevado a categoria de Vila Espírito Santo, pois o povoado já era bem desenvolvido com casas de adobo cobertas de telhas de orelharia, tinha a feira livre na rua principal que hoje é a rua Cônego Aderson, passando a ser tempos depois ao lado do mercado central.
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